O Poder de Diane (2018) Poster

Assistir O Poder de Diane (2018) Dublado

Título original:

Diane a les épaules dublado

Ano de produção: 2018
Nacionalidade: França
Gênero: Drama / Novos Filmes
Dirigido por: Fabien Gorgeart
Com: Clotilde Hesme, Fabrizio Rongione, Thomas Suire
Qualidade do video: HD
Áudio: Português
Visitas: 27

A primeira imagem de Diane (Clotilde Hesme) pode ser negativa. Dentro de um bar, ela dança de jeito desengonçado, fala alto demais, ridiculariza um homem que flerta com ela, não liga muito para os conselhos da amiga. Ela parece ser a típica mulher “perdida” das comédias românticas, que entra nos eixos quando encontra o grande amor através de um filho ou marido. Mas engana-se quem pensa que o “amor” (em outras palavras, as regras sociais) vai salvar esta personagem irresponsável. Diane já é uma mulher bastante responsável e corajosa. Ela apenas se permite desfrutar de alguns momentos de brincadeira, de leveza. Sem que o espectador saiba, a protagonista já está grávida neste primeiro momento, carregando o bebê prometido a um casal de amigos gays. Na maior parte dos dramas, o pedido da gestação e a dificuldade em aceitá-la constituiriam os conflitos centrais. Aqui, partimos de uma situação em que estes problemas foram superados: a homossexualidade e a gravidez por outros não constituem surpresa, nem motivo de incômodo. O Poder de Diane trata os tabus sociais com uma naturalidade ímpar. O humor, neste projeto, serve para retirar o peso excessivo conferido aos temas. Diane age de maneira impulsiva, mas depois que assume um compromisso, ela o faz até o fim. Desta maneira, nossa protagonista combina seriedade e leveza, drama e humor. O equilíbrio é encontrado pelo diretor Fabien Gorgeart graças aos excelentes diálogos. As frases brutais, muitíssimo bem escritas, soam realistas graças ao trabalho do roteiro. As pessoas se provocam, se insultam, dizem coisas sem sentido, se atropelam na fala, conversam enquanto estão com a boca cheia, trocam as palavras, falam rindo. A precisão dos textos se combina com a aparência de improviso, gerando um efeito impressionante. Aliás, este é um dos aspectos que mais faltam às ficções brasileiras: a naturalidade das falas, das interações, geralmente posadas demais. Em sua alternância de instantes patéticos e momentos de seriedade, o roteiro francês seria um bom modelo para nossas histórias nacionais. Clotilde Hesme demonstra uma maleabilidade impressionante no papel principal. Tudo passa por seu corpo: a barriga que cresce, o ombro que se desloca, a força para martelar paredes, a concentração para as artes marciais. Ela se entrega sem freios quanto à aparência ou à nobreza de sua personagem. O aparente desleixo do corpo e da fala serve muitíssimo bem para transformar Diane em uma mulher possível. Ela questiona os colegas quando tentam controlar o seu corpo (dizendo com quem pode fazer sexo, quando pode praticar lutas), mas jamais representa um exemplo heróico de líder feminista e politizada. Diane possui inúmeros defeitos e inúmeras qualidades, variando de uma cena para a outra. Ela não é particularmente inteligente, nem ignorante, nem bela, nem feia. A normalidade desta mulher que atravessa uma experiência excepcional (a gestação por outros) gera um atrito fundamental ao sucesso do projeto. Enquanto isso, O Poder de Diane propicia cenas comoventes de afeto entre amigos e amor entre namorados. Os melhores momentos são os mais simples: os amigos se provocando enquanto assistem a um DVD na cama, o namorado e a namorada acordando juntos na cama. Gorgeart sabe muito bem retratar a beleza da banalidade. Mesmo quando a seriedade se impõe na vida de Diane – uma hora o bebê precisa nascer – o roteiro guarda espaço para o teor agridoce enquanto preserva a personalidade de sua protagonista. Felizmente, esta não é mais uma “mulher transformada pelo milagre do parto”. Diane é uma personagem livre, leve, segura de seu corpo e sua sexualidade, cercada por homens muito mais neuróticos do que ela. Mesmo a cronologia de meses da gravidez, anunciados por letreiros em tela, guarda as suas surpresas rumo ao final. O filme dribla todos os caminhos esperados e os clichês sobre as mulheres para fornecer um retrato repleto de nuances sobre a maternidade e posição social feminina. Alguns eventuais exageros na composição e uma ou outra cena desajeitada (a piada sobre ursos pandas) passam despercebidos em meio a um trabalho tão orgânico e sincero.

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